Hiperidrose: entenda o que é e saiba como tratar

hiperidrose

Estar suado é bem desconfortável! Agora imagine sofrer com a sudorese excessiva mesmo sem ter praticado atividade física ou estar muito calor! Pois bem, assim é o dia a dia das pessoas que sofrem com hiperidrose, uma disfunção que atinge 2% da população.

Nesse artigo, vamos explicar o que é a hiperidrose, as causas, os tipos e formas de tratamento. Quer saber quais são as possibilidades e o que há de mais moderno para a solução deste problema? Continue a leitura e fique por dentro deste assunto!

O que é hiperidrose?

O suor é um mecanismo natural do nosso corpo e tem a função de regular a temperatura. A hiperidrose é uma disfunção crônica deste mecanismo, causada pelo envio excessivo de estímulos às glândulas sudoríparas pelo sistema nervoso.

Isso faz com que o corpo tenha sudorese excessiva e imprevisível em alguma região, como cabeça, axilas, pés ou mãos, independente da situação e em qualquer temperatura do ambiente. A hiperidrose atinge pessoas de todas as idades, podendo trazer sérios transtornos sociais, emocionais e até dificuldades nos relacionamentos e no trabalho.

Não pense que é simplesmente um pouco mais de suor! Por exemplo, as pessoas com hiperidrose palmar (nas mãos) transpiram tanto que as mãos chegam a pingar, situação bastante constrangedora na hora de cumprimentar alguém ou escrever em uma folha de papel.

Já aquelas que têm o problema localizado nas axilas precisam trocar de roupa várias vezes ao dia e ainda ficam constrangidas com a possibilidade de mau cheiro.

Quais são os tipos de hiperidrose?

  • Hiperidrose primária (focal): nessa situação, o suor atinge somente uma área do corpo e não há uma causa específica para o problema. Muitos médicos acreditam que esta disfunção seja hereditária, já que é comum o problema em pessoas da mesma família.
  • Hiperidrose secundária (generalizada): o suor pode ser em alguma área do corpo ou no corpo todo, podendo ser desencadeado por uma condição médica, como menopausa, câncer, doenças emocionais, distúrbio de controle de glicose, uso de alguns medicamentos, hipertireoidismo ou outras patologias.

Quais são os tratamentos?

Há diferentes formas de tratamento, específicos para cada pessoa e gravidade do problema, incluindo o uso de antitranspirantes a base de cloreto de alumínio e cremes manipulados, o uso de toxina botulínica e a cirurgia. O objetivo é que o paciente consiga ter qualidade de vida!

Toxina botulínica

O cirurgião plástico pode realizar o procedimento, que consiste em pequenas injeções da toxina botulínica, com uma agulha muito fina, nas áreas onde há sudorese excessiva.  A toxina consegue bloquear os nervos que estimulam as glândulas sudoríparas.

Uma melhora consistente passa a ser observada a partir do quarto dia de aplicação. O efeito dura de 4 a 12 meses.

Um artigo científico publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica em 2011, mostrou que o uso da toxina botulínica em casos de hiperidrose trouxe uma redução de 50% dos sintomas na primeira semana do tratamento e de até 94% do quadro de hiperidrose depois da segunda semana.

Cirurgia

A cirurgia para a hiperidrose chama-se simpatectomia e consiste em pequenas incisões para bloquear os nervos da cadeia simpática, que causam o problema. O paciente precisa de anestesia geral e fica um dia internado.

Muitas pessoas que sofrem com hiperidrose não procuram ajuda médica, mas é importante saber que este problema pode ser resolvido, é só escolher a forma de tratamento mais adequada a cada caso.

Conseguimos esclarecer suas dúvidas sobre a hiperidrose? Fique à vontade para fazer mais perguntas ou contar sua experiência em relação a essa condição, deixando seu comentário abaixo!

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